sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

To bee or not to bee...


To bee or not to bee.

To be or not to be?
Last day I was bitten by a bee.
It hurted. It burned. It was bad.
Sorrow? Agree. Otherwise ; be mad.

A abelha, pentelha, machucou.
Meu rosto, minha face, vaidade.
Tudo. Muito. Inchou.
Picadas de abelha, inflamam. See?

Inflamado. No rosto, na alma.
Machucado porque não fugi.
To bee or not to bee.
It, being a bee, picou e correu.

Reagi. O inseto? Morreu.
Inseto morto não volta a morder.
Eu volto? Quando? Quem sabe?
Algum dia. Se não (senão?) morrer...


P.S. Inacabado. Como tudo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

CAMISETA.

Uma amiga querida,
como devem ser as amigas,
voltou de viagem.
E me deu um presente.

Uma camiseta.
Atenção! Camiseta!
T-shirt. Incrivelmente,
do meu tamanho.

Servia ao meu corpo,
ao meu caráter (menor)
ao meu gosto
e, principalmente, ao meu humor.

Ivan. Pára com isto!
Que diabo de camiseta é, era, esta?
Simples, já disse, uma T-Shirt.
Cinza. Claro. Com um "dístico".

Dístico? Sim. Dístico.
Corram ao Google, para traduzir.
De português para português.
Dístico. Dís-ti-co!

Impresso em preto.
Preto sobre cinza.
Gráficamente perfeito.
Tipográficamente linda.

Ivan. Pára com isso!
O que dizia o dístico?
Dizia, simplesmente, o seguinte:
OEDIPUS, THE ORIGINAL MOTHEFUCKER.

Mereci ou não?
Não me refiro ao presente. Camiseta.
Me refiro ao passado. Muito mal passado.
Me refiro ao dístico, muito bem dístico.

Augusto.
Anjos.

Augusto dos Anjos.
Meu Augusto.
Meu Anjo.
Meu Poeta.


Augusto dos Anos.
Meu Augusto.
Meu Anjo.
Sábio. Poeta.


Augusto dos Anos.
Meu Augusto.
Meu Anjo.
Mau. Poeta.


A véspera passou.
E como vespa notívaga, machucou.
Marcou. Vespa ágil.
Como um anjo. Mau.

Ágil.
Notívaga.
Má.
Dos Anjos. O Augusto.

FÉRIAS.

Férias.

Quando entramos para escola
temos férias. Anuais. Plurais.
Descanso merecido e conquistado.
Por tais saudado.

Férias no primário.
Férias no ginásio.
Férias no secundário.
Férias na faculdade.

Descanso libertário e conquistado.
Férias no emprego? Sagradas.
Vá dizer ao Ministério do Trabalho
que trabalhou 25(vinte e cinco) anos sem férias.

Milionário.
Pela indenização.
Pela indignação.
Trabalho escravo.

Mas, sempre mais, e o casamento.
Férias? Nunca. Um do outro?
Jamais. Jamais. Jamais.
25(vinte e cinco) anos juntos.

Dia após dia.
Cara a cara.
Sem férias.
Conjugais.

Aproveite as férias (verdadeiras) . Relaxais.
Um do outro(a) e o outro (a) do um
Um pra lá, outro pra cá. Juntos? Jamais.
Férias.Matrimoniais.

Cada um pro seu lado.
Cada um com seu cada.
E, com bom descanso, menos separações.
Mais encontros de corações.


P.S. Dedicado a todos os meus bons amigo(a)s.


Vida após a morte

VIDA APÓS A MORTE.

Tantas discussões, milênios de especulações.
Vida após a morte.
Há ou não há. To be...
Hoje, com absoluta segurança, respondo.

Vida após a morte.
Há ou não há.
Há. E como ter certeza? Bó, bó, bó. Bi, bi, bi...
Fazendo um plano de saúde...

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Para quem é sex. Agenário.
Uma lembrança dupla.
Sean Connery e John Lennon. Juntos.
De alguma forma. Inesperadíssima.
E, belíssima.

http://www.youtube.com/watch?v=6NUpOovSItA&feature=youtube_gdata_player

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

I want a hero
An uncommon want
When every year and age
Brings forth a new one...

Lord Byron.
Hoje. 16 de agosto de 2012.

Na carteira de identidade meu pai completaria 88 (oitenta e oito) anos.
Na vida, noventa.
Burocracia. Sempre errada. Certa?
Espoucariam fogos. Errada? Nada.

Versus nada.
Versos? Nada.
Menção? Nenhuma.
Registro? Só neste meu experimento pífio.

Blog? Descarrego? E daí? Noventa anos.
Quem pode afirmar mais. A quem dói mais?
Imprensa muda. Calada. Amigos? Admiradores?
Primeiro aniversário após morto. E ? Nada.

 A não ser aqui. E aqui é nada.

Eu sou? Nada.
Mas um nada vivo.
Um nada exclamante.
Não um nada brilhante e morto.

Morto como meu pai.
Que hoje faria 90 (noventa!) anos.
Aonde foram estes noventa anos?
Cremados. Cinzas. Atrás de mim.

Noventa anos de trabalho em cinzas.

Na estante, atrás de mim.
Homenagens? Ao extremo. Agora?
Cinzas. Depois de tantas cores.
Cinzas. Agonia de tantas dores.

Morte. Morte. Morte. Morte.
Por irresponsabilidade própria.
Por irresponsabilidade alheia.
Morte. Falta de sorte.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Me deu na tel(h)a...
Quando adolescente. Adolescente? Aos dez anos de idade, comprei meu primeiro disco.
De um conjunto, novo, que não parava de tocar no rádio.
Ano? 1964. O conjunto? The Beatles. Pronunciávamos, de biros, ou coisa parecida.
O disco? Uma compilação, feita no Brasil, chamada "Beatles Again".
Tempos depois comprei "A Hard Day's Night".
E não parei mais de comprar. Disco após disco. Aguardando, ansiosamente, o próximo
lançamento.
Nunca me decepcionei.
Meus amigos daquela época, também. Mas também na mesma época, grande onda de "divórcios", na
realidade separações (o divórcio não existia no Brasil) e, meus amigos faziam análise.
Discutiam Freud, que nunca tinham lido, para entenderem os pais. E, principalmente, a si mesmos.
Eu lia Laing. Para ser do contra. Anti-psiquiatria. Anti-análise.
Li tudo. Kenneth, Cooper, Laing. Todos os livros. Todos os livros. De todos os três.
Depois, maldito até hoje, Jung. Para uns, discípulo. Para mim, o outro. Freud-Jung. Lennon & McCartney. Há sempre um outro. Fundamental.
Continuei ouvindo os Beatles. Aprendendo Inglês, desde Sargent Pepper, quando começaram
a publicar as letras das músicas nos então chamados discos ou,"álbuns".
Lennon afirmara, no entrementes, que era mais popular entre os jovens do que Jesus Cristo.
Era. Na época, era. Nada mais ousado, nada mais revolucionário. Sequer matar o próprio pai e
dormir com a própria mãe...
Laing, Freud, Jung, certamente, passarão. Datados.
Os Beatles? Duvido...
Ouçam Help! E chorem.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Desapareceres



Muito de quase nada.
Nada de quase tudo.
Mudo. Ouço. Muito.
Quase tudo ou quase nada.

Mudo. Observo. Vejo. Muito.
Desapareceres. Muitos.
Desapareceres.
Desapareceres. Plurais.

Cada dia mais.
Desapareceres.
Muito. Mudo. Ouço.
Estrondos. Muitos.

Ouço. Desperto. Mudo.
Desapareceres. Muito.
Vejo. Observo. Tudo.
Ou quase nada.

A vida segue. Cega.
E muda. A vida muda.
E, mudo, observo.
Desapareceres.

Cego, sigo. A vida segue. Muito.
Cega. Muito. Ou quase nada.
Ando. Vejo. Observo. Mudo.
Desapareceres. Muitos.

sábado, 21 de julho de 2012

DNA. O que significa? Determinando nossa ascendência?...
Senão, para o que mais que serve? Dúvida atroz.

Estas frases anteriores foram disparadas, automáticamente, como E-mails.
Aviso que não pretendi, jamais, tal acontecesse.
Se você recebeu este E-mail a razão se deve, única, exclusiva e, inteiramente, ao fato de que estou ainda tatibitando no domínio desta ferramenta. Desculpem-me porque as frases supra-citadas, enviadas como E-mail pessoal podem,evidentemente, interpretadas como recados pessoais. Não são. Estou apenas testando uma nova ferramenta tecnológica. O que estou postando é geral e impessoal. Mensagens pessoais as envio através do provedor G-mail e são - extritamente- particulares. Se você recebeu as frases acima como se lhe fossem dirigidas pessoalmente. Desculpas. Mil. Jamais tive esta intenção. De fato.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Duas frases me ocorrem.

Uma.
"As pessoas jamais lhe perdoarão as sacanagem que elas lhe fizeram."
Duas.
"A vida não perdoa ninguém."
É isto.

I. Fernandes.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Efêmero.
Anote. E leve consigo. Tudo é efêmero.
Lembre.
Sempre. Tudo é efêmero. Alegrias. A falta de. Tristeza.
Mágoa. Tudo.
A vida.
O resto? É silêncio.
O que sobra?
Amizade. Conserve-as. Como puder. Evite a oxidação, as bactérias homicidas, etcétera.
Tudo oxida. Conserve as amizades, como se conservam as "marmeladas". Estas amenizam
a vida, enquanto esta, também, oxida.
O resto é silencio.



Hoje, dia 22 de junho de 2012, se vivo estivesse, meu primo Hélio Fernandes Filho estaria
completando 58 (cinquenta e oito) anos de vida. Minha idade. Parabéns Helinho.
Aonde quer que você esteja. Dê um abraço no seu tio por mim.