Quando adolescente. Adolescente? Aos dez anos de idade, comprei meu primeiro disco.
De um conjunto, novo, que não parava de tocar no rádio.
Ano? 1964. O conjunto? The Beatles. Pronunciávamos, de biros, ou coisa parecida.
O disco? Uma compilação, feita no Brasil, chamada "Beatles Again".
Tempos depois comprei "A Hard Day's Night".
E não parei mais de comprar. Disco após disco. Aguardando, ansiosamente, o próximo
lançamento.
Nunca me decepcionei.
Meus amigos daquela época, também. Mas também na mesma época, grande onda de "divórcios", na
realidade separações (o divórcio não existia no Brasil) e, meus amigos faziam análise.
Discutiam Freud, que nunca tinham lido, para entenderem os pais. E, principalmente, a si mesmos.
Eu lia Laing. Para ser do contra. Anti-psiquiatria. Anti-análise.
Li tudo. Kenneth, Cooper, Laing. Todos os livros. Todos os livros. De todos os três.
Depois, maldito até hoje, Jung. Para uns, discípulo. Para mim, o outro. Freud-Jung. Lennon & McCartney. Há sempre um outro. Fundamental.
Continuei ouvindo os Beatles. Aprendendo Inglês, desde Sargent Pepper, quando começaram
a publicar as letras das músicas nos então chamados discos ou,"álbuns".
Lennon afirmara, no entrementes, que era mais popular entre os jovens do que Jesus Cristo.
Era. Na época, era. Nada mais ousado, nada mais revolucionário. Sequer matar o próprio pai e
dormir com a própria mãe...
Laing, Freud, Jung, certamente, passarão. Datados.
Os Beatles? Duvido...
Ouçam Help! E chorem.