Tudo seguindo.
Seguindo tudo.
Indo. Vindo. Nada conseguindo.
Empurrando. Sentindo.
Tudo sentido. Tudo empurrando.
Encontrando pouco. Perdendo. Muito.
Indo. Pra lá e pra cá.
Ignorando. Obas e olás.
Deixo a chuva encharcar e o sol.
O Sol! Ensolarar e queimar.
O Sol! Insiste em me chamar.
Mas não vou não. Detesto empolar.
Sol e chuva, casamento de viúva.
Chuva e sol, casamento de espanhol.
E assim correu o tempo. E surgiu o contratempo.
Ontem. Hoje. Amanhã. Sempre.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Você se foi. Sem aviso. Nenhum.
Nenhum aviso. Muito menos prévio.
Mergulhou. Como sempre fazia.
Numa viagem fria. Fria e vazia.
Foi. Não avisou. Mergulhou. No fim.
Nos deixou. Sem aviso. Todos. Pra mim?
Foi. Certamente. De forma inclemente.
Para mim. Senão, para quem? Onde?
Procurar onde? Já procurei. Escrutinei.
Onde? Para lá? Sem aviso prévio?
Sem avisar, foi. Partiu. Fugiu? Desistiu?
Por quê? Por quê? Por quê e porque?
Foi. Para assumir o ser do não ser?
Para dormir, talvez morrer?
Foi, para sempre? Para sempre foi.
O legado, genial, machucou. Fez mal.
Foi? Foi mal? Desculpe. Pensei diverso.
Portanto, por isso e por aquilo, me despeço.
Despedidas? Nenhuma. Todas impedidas.
Por desejos ou imposições da vida?
Foi? Foi. Restou? Cinzas? Todos mentirosos.
Restos esparsos juntos em um saco de ossos.
Dói? Dói. Muito ou pouco? Depende.
Do dia. Da hora. Melancolia. Ou se ri ou se chora.
A vida. Ida. E volta. Vem e vai. Chega e se esvai.
A saúde? Vai bem? Aonde você está, estarei também?
Como saber de você que , nunca, se deixou conhecer?
Como? Como como como? Como como como.
Lacrimejo. Como lacrimejo. Mas não choro.
Peço. Imploro. Que acorde. Você ou eu.
Tanto faz. Qualquer um de qualquer jeito.
Tanto faz. Dá no mesmo. Juro. Novamente, imploro.
Nenhum aviso. Muito menos prévio.
Mergulhou. Como sempre fazia.
Numa viagem fria. Fria e vazia.
Foi. Não avisou. Mergulhou. No fim.
Nos deixou. Sem aviso. Todos. Pra mim?
Foi. Certamente. De forma inclemente.
Para mim. Senão, para quem? Onde?
Procurar onde? Já procurei. Escrutinei.
Onde? Para lá? Sem aviso prévio?
Sem avisar, foi. Partiu. Fugiu? Desistiu?
Por quê? Por quê? Por quê e porque?
Foi. Para assumir o ser do não ser?
Para dormir, talvez morrer?
Foi, para sempre? Para sempre foi.
O legado, genial, machucou. Fez mal.
Foi? Foi mal? Desculpe. Pensei diverso.
Portanto, por isso e por aquilo, me despeço.
Despedidas? Nenhuma. Todas impedidas.
Por desejos ou imposições da vida?
Foi? Foi. Restou? Cinzas? Todos mentirosos.
Restos esparsos juntos em um saco de ossos.
Dói? Dói. Muito ou pouco? Depende.
Do dia. Da hora. Melancolia. Ou se ri ou se chora.
A vida. Ida. E volta. Vem e vai. Chega e se esvai.
A saúde? Vai bem? Aonde você está, estarei também?
Como saber de você que , nunca, se deixou conhecer?
Como? Como como como? Como como como.
Lacrimejo. Como lacrimejo. Mas não choro.
Peço. Imploro. Que acorde. Você ou eu.
Tanto faz. Qualquer um de qualquer jeito.
Tanto faz. Dá no mesmo. Juro. Novamente, imploro.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Opinião de bebum.
Opinião de bebum.
Achar? Não achar?
Se achar entregue ao porteiro.
Ele entregará a quem perdeu.
O que você achou.
Achar ou não achar, mera opinião.
Sempre infundada.
Saber ou não saber, eis a questão.
Quem sabe ser ou não ser?
Todos sabemos achar.
Não sabemos perder.
Perder é um saber.
Achar, um acaso. Mero.
Não concorda? No vinho, vero.
Veritas.
In vino.
Para gente de saber e paladar fino.
Vinho não é cachaça.
Cachaça é para quem perde.
E, nunca, jamais, acha.
Saber. Perder. Achar.
Viver.
A vida. O vinho? Ou a cachaça?
Serve mais um...
domingo, 10 de novembro de 2013
Disse ou não disse ? Disse me disse?
Para Alberto Rist, que
entende o que digo.
Segundo ele...
A maneira de e.e.cummings,
ou talvez de R.D. Laing.
O que eu disse? Mesmo?
O que ela disse
que eu disse não
foi o que disse que
ela dissesse.
Se ela disse o que realmente
eu disse você saberia
que eu não disse o
que você acha que eu
disse.
O que eu disse, disse-o
bem, bem dito, mal dito,
mas foi dito e ela não
disse isto.
Disse aquilo que eu não
disse. Mas disse que eu disse.
E como vou poder dizer que não disse?
E quando me disse o que eu
disse, disse a ela o que não era o que disse.
Porque ela não crê no que eu disse.
Como você crê que eu disse.
Ela diisse, o que eu não disse.
Disse-me-disse.
Ou seja, nada do que eu disse tem

a ver com o que ela disse que eu disse.
Disse, agora, para esclarecer o
que ela disse que eu disse.
E o disse com muita vontade.
Como é difícil, dizer...
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