domingo, 25 de janeiro de 2015

Crença.

Não acredito em Deus.
E, muito menos, em Ateus.


Ivan Fernandes.



Escrever ou não escrever?

Escrever ou não escrever?

Eis a questão!

Sim. Praquêperantepôr, escrever?
Por quê escrever?
Pra dizer o que não se tem a dizer?
Vamos lá. Se não tem o que dizer, por favor, não escreva.
Tendo, não preste atenção ao português, me refiro ao idioma e não ao
dono do botequim...
O que interessa ao seu leitor (o interlocutor será quase que necessáriamente
seu opositor...) é o seu pensamento. Sempre e nada mais.
Nunca seus conectivos, sacou?
Réplica? Tréplica? Coisa de debate político. Ou de discussões acadêmicas.
Sua opinião sobre um assunto qualquer é, fundamentalmente, a sua opinão.
E se você a escreveu e publicou: segure a onda, se sustente, percebe?
Aguente o tranco. Mas nunca, nunca, acuse o golpe ou, pior ainda, amplie
a voz dos idiotas.
Como se amplia a voz dos idiotas? Simples. Respondendo aos mesmos.
Sua opinião foi formada, pensada, a ponto de ser publicada, divulgada?
Sustente-a. A sustente. Mantenha o nome e o pronome em dia. Na forma
que julgar adequada. Em tempos de RSRSRSRS, não sobra muita regra
gramatical, não!...
Tenho amigos meus, estrangeiros, que estranham brasileiros enviarem,
ao fim dos E-mails tantos "Blow Jobs". Blow Jobs? Claro! Você o faz!
O que você acha que um americano entende que significa  Bjs?  Hein?
Beijos? Kisses? Você acha isso? Mesmo?Ou "Blow Jobs"?
Já parou para pensar? Então pare, antes de enviar para um
cidadão britânico ou americano, Bjs. Certo?
Pois, você estará desejando ao mesmo,blow-jobs.
O que em português corrente significa "boquetes", percebe?
Morou? Ou caiu fora? Depois, não reclame se o seu contrato
tiver ido para o brejo. Certo?
Cuidado com a língua. Pois esta, quando mordida, sangra e mata.

BJS à todos.

Ivan.

P.S. Para os que ainda não sabem, em inglês, @ se pronuncia "AT".
Ou seja, fulano AT (@) gmail, hotmail, hellmail, e por aí vai...

Presente. Para sempre.

Ganhei um presente. Adiantado.
Pelo aniversário. Quase conjunto.
Da amiga e do meu. Aniversário!
O presentepra sempre.

Já o tinha e retinha. O regalo.
Antes, muito antes, na memória.
No afeto, no coração, na história.
De vida que não esqueço. Da qual falo.

Tanto tempo decorrido. Mas presente.
O tempo assola e não poupa o alegrar. 
Como lembrança singela, de Angela.
Angela. Singela. Singeleza. Que beleza!

De passados. De presentes. De delicadezas.
Angela. Porto. Porto de São José. Botafogo.
Humaitá. Estávamos lá. Amiga. De Berçário.
Compartilhamos, simplesmente, o aniversário.

Angela. Que beleza de presente!
Que beleza sua presença. 
Que beleza minha (quase) parente,
que beleza sua pessoa!

Que coisa carinhosa! Tão, tão? Boa. 
Presença singela? Quem não sente?
A risada, tão presente, tão bela? De?
De seu pai? Viva! Grato! Prasempre!

Beijos. Desde o berçário. Desculpas
pelos aniversários...

Abrindo o ano.

Mais um dia. Outro dia. Inteiro dia.
Para você, para mim, paratodos.
De vinte e quatro horas. Sete por semana.
Trinta por mês, ano contábil, ano fiscal.

Trezentos e sessenta e cinco, ano normal.
Normal? O que é isso? Que parâmetros?
Normalidade. Honestidade. Dignidade.
Supostas. Civilidade. Cordialidade?

Outono. Inverno. Primavera. Verão.
Nem isto. Nem menos aquilo. Quilo.
Sobrepesado. Muito calor. Praia? Apagão!
Mentiras a rodo. Em rede, estilo arrastão.

Sobrevivemos apenas, duras penas.
Condenados. A pagar e responder.
Responder, responder, responder.
Sempre. Mas sobretudo calados.

Com silêncio. É o que resta? Sempre.
Príncipe? Doce? Cidadão? Amargo?
Bate que bate o meu (seu?) chocolate.
Que não adoça nada nosso encargo.

IPTU. IPVA. DUDA. Fel anual. Pontual.
Fel. Doído. Sentido. Ressentido. Sem sentido.
Sem resposta. Qualquer reposta. Só silencio.
Que, no início do ano nos cobra, sempre. Silêncio.