segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Odete é uma mulher que trabalha com frete.
Periguete. Periquitete. Faz frete.
Dona do carro. Dona de casa. Dona da casa.
Casada. O marido uma peste.
Não há quem o conheça que não o deteste.
Odete cumpre até o que jamais promete.
Odete é Odete. Periguete.
Precisa de um homem que não preste.
Pois Odete detesta, homem que preste.
Odete sobrevive de frete.
Cospe um homem como cospe um chiclete.
Mora numa kitchenete.
Esta é a Odete.
Grudada a uma história que sempre repete.
Não toma alcóol, Nenhum. Só. Bebe Grapette.
Ô Odete, quanto custa seu frete? Não se assanhe.
Se aquiete. Seu marido não lhe dá sequer um croquete?
Odete. Quanto custa seu frete? Odete, me ame.
Não me engane. Comigo sem flerte.
Odete, me acolha, abraçe, aperte.
Odete, acorde. Abra os olhos, desperte!
Desperte Odete, e abra seus olhos para mim.
Odete, me promete, que um dia, ainda, me dará o sim.
Pois ao contrário, Odete meu frete, saberei declarado,
um croquete?
Odete. Quanto custa seu frete? Odete, me ame.
Não me engane. Comigo sem flerte...
Odete, me acolha, abraçe, aperte.
Odete, acorde. Abra os olhos, desperte!
Isso, Odete, e abra seus olhos para mim.
Odete, me promete, que um dia, ainda, me dará o sim.
Pois ao contrário, Odete meu frete, saberei declarado,
Meu fim.

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