Silêncio.
Total.
Silencei.
Tudo. O que sei e nada sei.
Saber ou não saber.
Eis a questão.
Do início ao fim.
Ser ou não ser? Inevitável, sim.
O resto é silêncio.
Pensamentos. Total reflexão.
Pensamentos estuprantes.
Violando nossa percepção.
Aí, sim. Mora a questão.
Companhia ou solidão.
Chegamos e partimos sós.
De onde para onde? Tão sós.
Por quê e para quê?
Tanta solidão. Vida. Missão.
Sucesso, fracasso, comiseração.
Preguiça, pecado, culpa, confissão.
Somos o que somos. Sem saber.
O quê, e muito menos o por quê?
Seguimos, dia após outro, nos traindo.
Atraindo. Os que nos atraem e traem.
Em silencio, tonitroante, prosseguimos.
Seguimos, dia após dia. Noite após noite.
Subtraindo um resto de silencio. Paz.
Morosidade. Bondade. Crueldade.
Seguimos como bondes nos trilhos.
Raramente reconhecido, raros brilhos.
Trilhos, Brilhos, Estribilhos.
Comemorações, enganos, felicidade.
Até paz. Calma e paciência. Adquiridas.
Com tempo, com idade e inocência.
Um dia chegamos e em outro partimos. O fim.
Um dia que, certamente terá o derradeiro Sim.
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