sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Você se foi. Sem aviso. Nenhum.
Nenhum aviso. Muito menos prévio.
Mergulhou. Como sempre fazia.
Numa viagem fria. Fria e vazia.

Foi. Não avisou. Mergulhou. No fim.
Nos deixou. Sem aviso. Todos. Pra mim?
Foi. Certamente. De forma inclemente.
Para mim. Senão, para quem? Onde?

Procurar onde? Já procurei. Escrutinei.
Onde? Para lá? Sem aviso prévio?
Sem avisar, foi. Partiu. Fugiu? Desistiu?
Por quê? Por quê? Por quê e porque?

Foi. Para assumir o ser do não ser?
Para dormir, talvez morrer?
Foi, para sempre? Para sempre foi.
O legado, genial, machucou. Fez mal.

Foi? Foi mal? Desculpe. Pensei diverso.
Portanto, por isso e por aquilo, me despeço.
Despedidas? Nenhuma. Todas impedidas.
Por desejos ou imposições da vida?

Foi? Foi. Restou? Cinzas? Todos mentirosos.
Restos esparsos juntos em um saco de ossos.
Dói? Dói. Muito ou pouco? Depende.
Do dia. Da hora. Melancolia. Ou se ri ou se chora.

A vida. Ida. E volta. Vem e vai. Chega e se esvai.
A saúde? Vai bem? Aonde você está, estarei também?
Como saber de você que , nunca, se deixou conhecer?
Como? Como como como? Como como como.

Lacrimejo. Como lacrimejo. Mas não choro.
Peço. Imploro. Que acorde. Você ou eu.
Tanto faz. Qualquer um de qualquer jeito.
Tanto faz. Dá no mesmo. Juro. Novamente, imploro.