Flip.
Flyp?Flip das Flips.
Flip das Flips?
Meu pai homenageado. Lenço de pano, dobrado no bolso, instrumento
necessário como canivete suíço. Nestes dias, mais. Muito mais.
Esconderijo disponível para lágrimas insistentes. Flip.
Passado sempre presente. Futuro inexistente.
Festa literária celebrando no auge, ciência. Sofia. Santa.
Cidade integrada como absolutamente inesperada. No espírito.
Espírito da festa. Da cachaça. Da celebração. Nunca vista.
A cachaça nomeada. Parida? Presenteada? Desaparecida.
Carreteiros. Cantadores. Cantores. Poetas. Ambulantes. Tortos.
Velhos. Crianças. Vendedores. De livros. Idéias. Ilusões. Todos.
Doces. Tão doces. De espírito. De presença. De lembranças.
Doces festivos. Na manifesta. Festa. Festejam, inteiramente, Paraty.
Paraty. Parati. Para mim. Sol a sol. Toda sol. Quente. E fria.
Paraty. Parati. Noite e dia. Quente e fria. Acolhedora. Parati
Para você. Para mim. Paraty. Toda carinho. Plena. Melodia.
Telões. Sabichões. Canções. Cancioneiros. Carretereiros. Paraty.
Ouro. Príncipe. Escravo. Tombada. Tomba a todos nas ruas.
Cruas, descuidadas, fedentinas, agressivas, reativas, nuas. Ruas.
Imparciais. Com regentes e súditos. Exigem atenção e amparo.
Atenção às ruas de Paraty, não separam, pedem ombro amigo, tão raro.
Como um sorriso. Breve. Abertas como um livro, sem revisão, discrição, reparo.
Ruas livres de Alferes, de dentistas, (tiradentes?), que se magoadas, te quebram Dentes. Tenentes. Êta ruas! Difíceis, afáveis, poucas, exigentes. Choram liteiras. Choram literárias.
Insistem em vivas, vivas, atravessando os séculos, narrar histórias em quadras inteiras.
Plenas de gente. Tanta gente. Gente como a gente. Vivendo. Celebrando.
Os que não sabem, não conhecem, não conhecerão, em breve, tão breve, esquecem.
Ruas de Paraty não se lembram de mim. Entende? Me esquecerão.
Ruas de Paraty, repito, não se lembram de mim. Lembrará de ti. Parati?
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