domingo, 25 de janeiro de 2015

Abrindo o ano.

Mais um dia. Outro dia. Inteiro dia.
Para você, para mim, paratodos.
De vinte e quatro horas. Sete por semana.
Trinta por mês, ano contábil, ano fiscal.

Trezentos e sessenta e cinco, ano normal.
Normal? O que é isso? Que parâmetros?
Normalidade. Honestidade. Dignidade.
Supostas. Civilidade. Cordialidade?

Outono. Inverno. Primavera. Verão.
Nem isto. Nem menos aquilo. Quilo.
Sobrepesado. Muito calor. Praia? Apagão!
Mentiras a rodo. Em rede, estilo arrastão.

Sobrevivemos apenas, duras penas.
Condenados. A pagar e responder.
Responder, responder, responder.
Sempre. Mas sobretudo calados.

Com silêncio. É o que resta? Sempre.
Príncipe? Doce? Cidadão? Amargo?
Bate que bate o meu (seu?) chocolate.
Que não adoça nada nosso encargo.

IPTU. IPVA. DUDA. Fel anual. Pontual.
Fel. Doído. Sentido. Ressentido. Sem sentido.
Sem resposta. Qualquer reposta. Só silencio.
Que, no início do ano nos cobra, sempre. Silêncio.

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