sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Dedicado a um - verdadeiro - poeta .

Tua poesia. É intelectual. Fria.
Nunca é vazia. É lontana.
Pra lá da "Tramontana".
Linda e fria. Falta calor. Muito.

O calor do teu humor.
Tão presente. Sempre.
No teu dia a dia.
Mas você o teme. O humor.

Como temia seu pai. E eu?
Eu também. Portanto? Quanto?
Nos castramos? No humor?
Assaltamos? A poesia?

A poesia não nos enaltece.
Pelo humor, herdado, na veia.
Nosso olhar escorre. Corre.
Agradece. Cínico. Não Morre.

Então, abandonemos o poema.
Sem dó. Sem pena. Poesia ou
humor? Humor não dói,
O que disse? Deus! Corrói!

Escreva, meu irmão de pena.
Escreva muito. Releve o poema.
Escreva-te. Escreva-te. Ti. Ti.
Ti-ri-ti-ti. E me diga: Você ri?

Porque na tua presença, sim.
Sempre, na tua presença, rio.
De Janeiro a Janeiro. Muito.
E tua geografia te afasta de mim.

Escreva. Escreva irmão. Me lembre.
Me lembre. Me lembre que somos
e seremos sempre, filhos. Filhos.
Não da vã Poesia. Do eterno humor.

P (or favor).S(enhor) . Me faça rir.
Você bem sabe como. Quando e onde.

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