segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Hoje. 16 de agosto de 2012.

Na carteira de identidade meu pai completaria 88 (oitenta e oito) anos.
Na vida, noventa.
Burocracia. Sempre errada. Certa?
Espoucariam fogos. Errada? Nada.

Versus nada.
Versos? Nada.
Menção? Nenhuma.
Registro? Só neste meu experimento pífio.

Blog? Descarrego? E daí? Noventa anos.
Quem pode afirmar mais. A quem dói mais?
Imprensa muda. Calada. Amigos? Admiradores?
Primeiro aniversário após morto. E ? Nada.

 A não ser aqui. E aqui é nada.

Eu sou? Nada.
Mas um nada vivo.
Um nada exclamante.
Não um nada brilhante e morto.

Morto como meu pai.
Que hoje faria 90 (noventa!) anos.
Aonde foram estes noventa anos?
Cremados. Cinzas. Atrás de mim.

Noventa anos de trabalho em cinzas.

Na estante, atrás de mim.
Homenagens? Ao extremo. Agora?
Cinzas. Depois de tantas cores.
Cinzas. Agonia de tantas dores.

Morte. Morte. Morte. Morte.
Por irresponsabilidade própria.
Por irresponsabilidade alheia.
Morte. Falta de sorte.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Me deu na tel(h)a...
Quando adolescente. Adolescente? Aos dez anos de idade, comprei meu primeiro disco.
De um conjunto, novo, que não parava de tocar no rádio.
Ano? 1964. O conjunto? The Beatles. Pronunciávamos, de biros, ou coisa parecida.
O disco? Uma compilação, feita no Brasil, chamada "Beatles Again".
Tempos depois comprei "A Hard Day's Night".
E não parei mais de comprar. Disco após disco. Aguardando, ansiosamente, o próximo
lançamento.
Nunca me decepcionei.
Meus amigos daquela época, também. Mas também na mesma época, grande onda de "divórcios", na
realidade separações (o divórcio não existia no Brasil) e, meus amigos faziam análise.
Discutiam Freud, que nunca tinham lido, para entenderem os pais. E, principalmente, a si mesmos.
Eu lia Laing. Para ser do contra. Anti-psiquiatria. Anti-análise.
Li tudo. Kenneth, Cooper, Laing. Todos os livros. Todos os livros. De todos os três.
Depois, maldito até hoje, Jung. Para uns, discípulo. Para mim, o outro. Freud-Jung. Lennon & McCartney. Há sempre um outro. Fundamental.
Continuei ouvindo os Beatles. Aprendendo Inglês, desde Sargent Pepper, quando começaram
a publicar as letras das músicas nos então chamados discos ou,"álbuns".
Lennon afirmara, no entrementes, que era mais popular entre os jovens do que Jesus Cristo.
Era. Na época, era. Nada mais ousado, nada mais revolucionário. Sequer matar o próprio pai e
dormir com a própria mãe...
Laing, Freud, Jung, certamente, passarão. Datados.
Os Beatles? Duvido...
Ouçam Help! E chorem.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Desapareceres



Muito de quase nada.
Nada de quase tudo.
Mudo. Ouço. Muito.
Quase tudo ou quase nada.

Mudo. Observo. Vejo. Muito.
Desapareceres. Muitos.
Desapareceres.
Desapareceres. Plurais.

Cada dia mais.
Desapareceres.
Muito. Mudo. Ouço.
Estrondos. Muitos.

Ouço. Desperto. Mudo.
Desapareceres. Muito.
Vejo. Observo. Tudo.
Ou quase nada.

A vida segue. Cega.
E muda. A vida muda.
E, mudo, observo.
Desapareceres.

Cego, sigo. A vida segue. Muito.
Cega. Muito. Ou quase nada.
Ando. Vejo. Observo. Mudo.
Desapareceres. Muitos.

sábado, 21 de julho de 2012

DNA. O que significa? Determinando nossa ascendência?...
Senão, para o que mais que serve? Dúvida atroz.

Estas frases anteriores foram disparadas, automáticamente, como E-mails.
Aviso que não pretendi, jamais, tal acontecesse.
Se você recebeu este E-mail a razão se deve, única, exclusiva e, inteiramente, ao fato de que estou ainda tatibitando no domínio desta ferramenta. Desculpem-me porque as frases supra-citadas, enviadas como E-mail pessoal podem,evidentemente, interpretadas como recados pessoais. Não são. Estou apenas testando uma nova ferramenta tecnológica. O que estou postando é geral e impessoal. Mensagens pessoais as envio através do provedor G-mail e são - extritamente- particulares. Se você recebeu as frases acima como se lhe fossem dirigidas pessoalmente. Desculpas. Mil. Jamais tive esta intenção. De fato.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Duas frases me ocorrem.

Uma.
"As pessoas jamais lhe perdoarão as sacanagem que elas lhe fizeram."
Duas.
"A vida não perdoa ninguém."
É isto.

I. Fernandes.