Odete é uma mulher que trabalha com frete.
Periguete. Periquitete. Faz frete.
Dona do carro. Dona de casa. Dona da casa.
Casada. O marido uma peste.
Não há quem o conheça que não o deteste.
Odete cumpre até o que jamais promete.
Odete é Odete. Periguete.
Precisa de um homem que não preste.
Pois Odete detesta, homem que preste.
Odete sobrevive de frete.
Cospe um homem como cospe um chiclete.
Mora numa kitchenete.
Esta é a Odete.
Grudada a uma história que sempre repete.
Não toma alcóol, Nenhum. Só. Bebe Grapette.
Ô Odete, quanto custa seu frete? Não se assanhe.
Se aquiete. Seu marido não lhe dá sequer um croquete?
Odete. Quanto custa seu frete? Odete, me ame.
Não me engane. Comigo sem flerte.
Odete, me acolha, abraçe, aperte.
Odete, acorde. Abra os olhos, desperte!
Desperte Odete, e abra seus olhos para mim.
Odete, me promete, que um dia, ainda, me dará o sim.
Pois ao contrário, Odete meu frete, saberei declarado,
um croquete?
Odete. Quanto custa seu frete? Odete, me ame.
Não me engane. Comigo sem flerte...
Odete, me acolha, abraçe, aperte.
Odete, acorde. Abra os olhos, desperte!
Isso, Odete, e abra seus olhos para mim.
Odete, me promete, que um dia, ainda, me dará o sim.
Pois ao contrário, Odete meu frete, saberei declarado,
Meu fim.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Desculpem.
Cometi a ousadia de "adaptar" Antonio Maria.
Alguém me ama, Alguém me quer
Mas não me chama de meu amor
A vida passa, e eu sem esse alguém.
E esse alguém não me quer bem
Vim pela noite tão longa de fracasso em fracasso
E hoje descrente de tudo me resta o cansaço
Cansaço da vida, cansaço de mim
Velhice chegando e eu chegando ao fim
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Estou aqui. Ou não.
Estou (a) onde estou.
Agora. Escrevo. Portanto estou.
Vivo. Estou vivo. E portanto, e daí?
Nada. Vers(u) os, nada.
Estou. Onde estou.
Aguardo. Aguardo e aguardo.
A chegada da viatura.
Fazer o B.O. Quem sabe? Baba-bi. Bobo-bó...
Ocorrências. Indecencias.Palavrórios.
Zoar. Sons demais. Atordoam.
Até a partida. Dolorida.
Sons companheiros, amenizando a dor.
Sons. Sons, sons conduzindo sonhos.
Conturbados, perturbados, por agregação.
Cercado de pessoas normais. Ou, nem tanto.
Sons, que foram, certo dia, formidáveis.
Outros, apenas familiares. Agora, horrizantes.
Tonitroantes. Sons. Gritos! Gemidos. Histeria.
Para (a)onde vou? Ou, interrompido, ia?
Não lembro. Sons demais. Tão distantes...
Agora. Ainda mais. E ressonantes. Em mim.
Agudos ou graves. Sérios, idióticos. Sobrenaturais.
Sons. De pessoas, que me oferecem abandono.
Normal, o comportamento. E os sons? Demais...
Vou. Para (a) onde me levarem.
Vou. E não há nada para impedir esta ida. Carregada.
Parto. Vou. Ouvindo. Sons e tudo. Rumo ao jamais.
Estou (a) onde estou.
Agora. Escrevo. Portanto estou.
Vivo. Estou vivo. E portanto, e daí?
Nada. Vers(u) os, nada.
Estou. Onde estou.
Aguardo. Aguardo e aguardo.
A chegada da viatura.
Fazer o B.O. Quem sabe? Baba-bi. Bobo-bó...
Ocorrências. Indecencias.Palavrórios.
Zoar. Sons demais. Atordoam.
Até a partida. Dolorida.
Sons companheiros, amenizando a dor.
Sons. Sons, sons conduzindo sonhos.
Conturbados, perturbados, por agregação.
Cercado de pessoas normais. Ou, nem tanto.
Sons, que foram, certo dia, formidáveis.
Outros, apenas familiares. Agora, horrizantes.
Tonitroantes. Sons. Gritos! Gemidos. Histeria.
Para (a)onde vou? Ou, interrompido, ia?
Não lembro. Sons demais. Tão distantes...
Agora. Ainda mais. E ressonantes. Em mim.
Agudos ou graves. Sérios, idióticos. Sobrenaturais.
Sons. De pessoas, que me oferecem abandono.
Normal, o comportamento. E os sons? Demais...
Vou. Para (a) onde me levarem.
Vou. E não há nada para impedir esta ida. Carregada.
Parto. Vou. Ouvindo. Sons e tudo. Rumo ao jamais.
Laço. Laço. Laço. Que me enlaça.
Na vida o que vem. Logo passa.
Assim enfrentei o que sabia ou não.
Desafiando até minha própria razão.
Por quê? Por quê porquê. Eu e você.
Peço, choro, imploro e deploro. O que faço?
Desfaço. Por mais que me apegue.
Abandono qualquer laço. Se afaste.
Me deixe. Conversar e seduzir.
Até onde mais eu posso ir?
Sem rumo, sem tenência, sem amor ?
Sem querência? Até, até, até um dia.
Um bom dia. Bom-dia. Sua companhia?
Para distante se voltava, ia?
Você - a distancia - me olhava? Sabia.
Em que sem você eu me tornaria.
Sabia? Sábia, sabiá. Passarinha. Fugidia.
Na vida o que vem. Logo passa.
Assim enfrentei o que sabia ou não.
Desafiando até minha própria razão.
Por quê? Por quê porquê. Eu e você.
Peço, choro, imploro e deploro. O que faço?
Desfaço. Por mais que me apegue.
Abandono qualquer laço. Se afaste.
Me deixe. Conversar e seduzir.
Até onde mais eu posso ir?
Sem rumo, sem tenência, sem amor ?
Sem querência? Até, até, até um dia.
Um bom dia. Bom-dia. Sua companhia?
Para distante se voltava, ia?
Você - a distancia - me olhava? Sabia.
Em que sem você eu me tornaria.
Sabia? Sábia, sabiá. Passarinha. Fugidia.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Cronicas impronomplubicáveis.
Palavras.
Vida. Histórias.
Lembranças.
Memórias.
Escrever? Impulso. Sistóle. Diástole...
Yin. Yang. Sangue do meu sangue.
Sistóle, Ying. Diástole,Yang.
Ou vice-versa? Estão nas seringas.
Veias feias. Sempre a fragilidade capilar.
E vascular. A vasculhar...
Doenças inexistentes. Curas impossíveis.
Ganância. Exploração. Visíveis?
Histeria. Obsessão. Mão e contra-mão. Anote.
Escreva. Para lembrar. Que após vir, só, partir.
Tente resistir. Lembrar. Se agarrar. Não existe voltar.
Hospitais? Ficam! Doem! Repicam!
CTI. UTI. Tudo extorquindo. Falsificando o melhor de TI.
Ou você. Quem batalhou, viveu. Venceu. O invencível.
Atravessou o tudo e o impossível. Vencedor ???
No final, exposto. Àqueles que administraram tua dor.
Agonia! Imposta! Esvaindo quantias incomensuráveis.
Os PHD'S! Cuidando com atenções. Incontestáveis.
Blindados. Por diplomas impostados. Esqueceram você.
Mas jamais, nunca. Perderam de vista, tua pobre carteira...
Vida. Histórias.
Lembranças.
Memórias.
Escrever? Impulso. Sistóle. Diástole...
Yin. Yang. Sangue do meu sangue.
Sistóle, Ying. Diástole,Yang.
Ou vice-versa? Estão nas seringas.
Veias feias. Sempre a fragilidade capilar.
E vascular. A vasculhar...
Doenças inexistentes. Curas impossíveis.
Ganância. Exploração. Visíveis?
Histeria. Obsessão. Mão e contra-mão. Anote.
Escreva. Para lembrar. Que após vir, só, partir.
Tente resistir. Lembrar. Se agarrar. Não existe voltar.
Hospitais? Ficam! Doem! Repicam!
CTI. UTI. Tudo extorquindo. Falsificando o melhor de TI.
Ou você. Quem batalhou, viveu. Venceu. O invencível.
Atravessou o tudo e o impossível. Vencedor ???
No final, exposto. Àqueles que administraram tua dor.
Agonia! Imposta! Esvaindo quantias incomensuráveis.
Os PHD'S! Cuidando com atenções. Incontestáveis.
Blindados. Por diplomas impostados. Esqueceram você.
Mas jamais, nunca. Perderam de vista, tua pobre carteira...
Para Carlinhos Lyra
e Vina (evidentemente)
Quero dizer....
O que não posso dizer
Pois ao dizer, inevitável, o perder
Então por quê? Tudo ou nada esquecer
O que fiz está feito. Errado ou direito.
Feito por feito. Sem pensar nem razão.
Brinquei e joguei. Apostei num azarão.
Viver sem você. É achar solução?
Errei em apostar ser imune ao azar.
Quis fugir, correr voar. Me esconder.
Hoje, rumo ao sem rumo. Em frenesi.
Temendo parar.
Esperei, sem você, poder me enganar.
Mas sem você, o que posso esperar?
Sem com você para me levantar?
Pecados que cometi, todos pra te magoar.
Aguardo seu colo, carinho, seu doce afegar.
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém.
Repitam o refrão os que não o conhecem também.
Não errem ao um grande amor maltratar.
Pois sem amor, meu amor, nós não somos ninguém.
Ivan Fernandes.
e Vina (evidentemente)
Quero dizer....
O que não posso dizer
Pois ao dizer, inevitável, o perder
Então por quê? Tudo ou nada esquecer
O que fiz está feito. Errado ou direito.
Feito por feito. Sem pensar nem razão.
Brinquei e joguei. Apostei num azarão.
Viver sem você. É achar solução?
Errei em apostar ser imune ao azar.
Quis fugir, correr voar. Me esconder.
Hoje, rumo ao sem rumo. Em frenesi.
Temendo parar.
Esperei, sem você, poder me enganar.
Mas sem você, o que posso esperar?
Sem com você para me levantar?
Pecados que cometi, todos pra te magoar.
Aguardo seu colo, carinho, seu doce afegar.
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém.
Repitam o refrão os que não o conhecem também.
Não errem ao um grande amor maltratar.
Pois sem amor, meu amor, nós não somos ninguém.
Ivan Fernandes.
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