terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ode ao cardio.




Cardio Ode

* Ou, despedidas.

Seu coração parou de bater?
Por mim?
Seu coração desejou, decretou,
Distancia de mim?

Seu coração levitou.
Anos. Afim.
Mas, ao fim de tantos, vinte e dois,
renasceu. Para mim.

Por acaso da sorte
Encena, réplica, ressureição.
Seu coração renasceu.
Bateu. Novamente, para mim.

Seu coração desejoso
Seu coração enganoso.
Seu coração é seu. Nunca se deu.
Não sei se algum dia me pertenceu.

Seu coração tem razão.
Seu coração tem desejos.
Seu coração tem anseios.
Que pulsam, batem. Partem, desaparecem.

Pulsa. Acorda com mesmos desejos que adormece.
Reconhece o que você mesma esquece.
Que dentro, profundo, existe, reclama, algo mais.
Pois, incontrolado, insiste, para além do jamais.

Bate em dor, vivida. própria. Nunca alheia.
Dor trazida, amarga, na alma. Incalma, cheia.
Que falsa, vagueia, pulsa e repulsa. Sempre. Por mim.
Mas alega, contrariando o meu,  decretar nosso fim.