PERDÃO
Perdão.
Por ouvir tão pouco tua argumentação.
Perdão.
Por querer, e ter sempre, razão.
Falamos.
Reclamamos.
Um do outro. Outro do um.
Ambos chegando a lugar algum.
Perdão por me amares.
Corri lagoas, peguei jacaré em mares.
Ouvi as areias. Encantadores cantares.
Delas, as areias, colhi tatuís.
E nós? Juntos? Par? Casal??
O que somos? Verdade ou cena social?
Juntos? Por quê? Por amor? Para alguém ver?
É isto que nos une? Relação canibal ?
Eu? Você? Quem somos? O que somamos?
Eu? Você? Quem somos? Para onde caminhamos?
Eu? Você? Em que momento, hora do dia, nos encontramos?
Eu ? Você? Estamos juntos e não nos separamos.
Xota? Pica? Distância. Lembrança.
O tempo voa e leva. Nada fica.
Sexo? Plexos? Nexos?
Nada. Nada. Nada. Insistência. Esperança.
Que o tempo - impossível - perdoe.
Que o tempo - generoso - não magoe.
Que o tempo nunca esqueça o que nos causou.
E que saiba, eternamente, que nosso amor jamais terminou.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Lucio. Lucidez. O tanto que nos fez.
Tão pouco de nada.
Tanto de fada.
Reclamações diárias de nosso sistema.
Flagelos cínicos. Impostos. Gangrena.
Impossível, não ser flagrado nesta cena.
Tantrum. Tantrum. Muitos. Demais.
Suficiente para a entrega a pelegos?
Política? Arrego. E arrego e? Mais arrego.
Briga fingida. Esfrega- esfrega. Consensuais.
Acordos de gaveta pagos pelas tramóias federais.
Rio- Brasília- Rio. Não rio. Lembro do Rio.
De Janeiro a Janeiro. O ano inteiro. Consensual.
Rio Capital. Rio Bahia. Aonde algum dia.
Todo mundo ia, enfim, Capital. Federal
KUBITSCHEK. Niemeyer. Jobim. Vinícius. Costa.
Lúcio Costa! Esquecido. Largado. Na Bartolomeu Mitre.
Fronteira com a amizade. Avenida aladeirada, conduzindo a nada.
Mas tão frequentada... Ele? Largo. Largado, em próprio pensar.
Celebrado? Mais contestado,,, Fiel. Ao apartamento. Raíz.
Única conquista, capitalista, para o resto de vida, essencial.
A vista. Do mar. No exterior tudo. Espalhado, a contemplar.
O poder Federal? Ignorando. Entregando ao porteiro. Que País!
Lúcio. Lucido. Alucinado. Costa. Uma voz contra a Barra.
Desprendido, economica e éticamente, de qualquer amarra.
Lúcio. Senhor dos espaços. Nos quais corria e transcorria.
Leve. Solto. Em suave ironia. Bradou. Sempre. Com eterna garra.
INACABADO.
Tanto de fada.
Reclamações diárias de nosso sistema.
Flagelos cínicos. Impostos. Gangrena.
Impossível, não ser flagrado nesta cena.
Tantrum. Tantrum. Muitos. Demais.
Suficiente para a entrega a pelegos?
Política? Arrego. E arrego e? Mais arrego.
Briga fingida. Esfrega- esfrega. Consensuais.
Acordos de gaveta pagos pelas tramóias federais.
Rio- Brasília- Rio. Não rio. Lembro do Rio.
De Janeiro a Janeiro. O ano inteiro. Consensual.
Rio Capital. Rio Bahia. Aonde algum dia.
Todo mundo ia, enfim, Capital. Federal
KUBITSCHEK. Niemeyer. Jobim. Vinícius. Costa.
Lúcio Costa! Esquecido. Largado. Na Bartolomeu Mitre.
Fronteira com a amizade. Avenida aladeirada, conduzindo a nada.
Mas tão frequentada... Ele? Largo. Largado, em próprio pensar.
Celebrado? Mais contestado,,, Fiel. Ao apartamento. Raíz.
Única conquista, capitalista, para o resto de vida, essencial.
A vista. Do mar. No exterior tudo. Espalhado, a contemplar.
O poder Federal? Ignorando. Entregando ao porteiro. Que País!
Lúcio. Lucido. Alucinado. Costa. Uma voz contra a Barra.
Desprendido, economica e éticamente, de qualquer amarra.
Lúcio. Senhor dos espaços. Nos quais corria e transcorria.
Leve. Solto. Em suave ironia. Bradou. Sempre. Com eterna garra.
INACABADO.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Meu Caro Rodrigo
Nasci em Botafogo.
São José. Maternidade.
Fui para Copacabana.Bacana
Aos dois anos, de idade, Ipanema.
Aos trinta, Ipanemaciado.
Cansado. Pousei. Na boa.
Em recanto tranquilo em Paisagem 24/7.
Que minha alma e coração, resete.
Diuturnamente, refresca. Alegra.
Avista alegra a vista. E tranquiliza.
Emoção renovada. Ansiolíticamente.
Luzes e cores que não há quem resista.
Longe. E perto. De tudo. Local em que durmo.
E desperto, esperto. Imaginando besteiras feitas.
Inebriando a vista. De longe e de perto.
Brilha. Atinge. O senso e contra-senso.
Me amplia. Alegra. Tudo. Tudo o que penso.
Mas o espaço dela diminui todo dia.
Diante de meus olhos. Degradação ter antolhos?
Lua que brilha. Sol que espelha. Natureza .
Tudo à mão. Show de beleza. Ao par.
Se contrapondo à vista do mar.
Convidando a respirar. O ar. O ar.
Cobrando apenas vida, amor, amar.
Caminhar. Exercitar. Pensar. Quem sabe, levitar?
Uma volta na Lagoa, uma volta para estar à toa.
À toa? Na lagoa? Impossível. Ou plenamente.
Na lagoa. Pensando neste tal Rodrigo de Freitas.
Duas e meia da madrugada.
02:00 h.
Duas horas da madrugada.
O que há, de especial, neste horário?
Nada.
E tudo.
Nada, caso solteiro. Tudo. Caso, casado.
Duas horas da madrugada. Casado:
Aonde estavas? Nos bares? Com amigos?
Enchendo a cara? Bebendo demais?
Rindo à toa? E a responsabilidade?
Duas horas da madrugada. Solteiro.
Só? Na internet? Pulando de saite em site?
E-mails baboseiras, nos Face-Book ?
Acompanhado? De um "biri-naite"?
Face? Book? Menos e menos gente
"facing a book". Só trivialidades invasivas.
Face a face. No books. No bodies.
Sequer amigos. Solidão? Descarada.
E? Nada. Pois, casado. Na madrugada.
E? Solteiro? Foge. Do risco. Em disparada.
Solteiro. E só. Na madrugada alegre.
Irresponsável. Em busca apenas de uma gargalhada
Madrugada? Casado ou solteiro?
Em busca. De quê? De nada. Um boa-noite. Obrigada.
Drinques, E-mails. Atitudes tolas. Vida? Abandonada.
Durante a madrugada.
O que buscam, solteiros e casados, na madrugada?
Esperança de tudo mas encontrando: Nada!
Internet. Bares. Casados e solteiros, sempre a procura.
De madrugada. Para encontrar? Nada.
Pra cama, agora ! Solteiros e casados.
Solitários nos lares, solitários dos bares.
Jamais encontrareis verdadeiros pares. Pare. Pares.
Perdidos na madrugada, para quê ? Pra nada.
Duas horas da madrugada.
O que há, de especial, neste horário?
Nada.
E tudo.
Nada, caso solteiro. Tudo. Caso, casado.
Duas horas da madrugada. Casado:
Aonde estavas? Nos bares? Com amigos?
Enchendo a cara? Bebendo demais?
Rindo à toa? E a responsabilidade?
Duas horas da madrugada. Solteiro.
Só? Na internet? Pulando de saite em site?
E-mails baboseiras, nos Face-Book ?
Acompanhado? De um "biri-naite"?
Face? Book? Menos e menos gente
"facing a book". Só trivialidades invasivas.
Face a face. No books. No bodies.
Sequer amigos. Solidão? Descarada.
E? Nada. Pois, casado. Na madrugada.
E? Solteiro? Foge. Do risco. Em disparada.
Solteiro. E só. Na madrugada alegre.
Irresponsável. Em busca apenas de uma gargalhada
Madrugada? Casado ou solteiro?
Em busca. De quê? De nada. Um boa-noite. Obrigada.
Drinques, E-mails. Atitudes tolas. Vida? Abandonada.
Durante a madrugada.
O que buscam, solteiros e casados, na madrugada?
Esperança de tudo mas encontrando: Nada!
Internet. Bares. Casados e solteiros, sempre a procura.
De madrugada. Para encontrar? Nada.
Pra cama, agora ! Solteiros e casados.
Solitários nos lares, solitários dos bares.
Jamais encontrareis verdadeiros pares. Pare. Pares.
Perdidos na madrugada, para quê ? Pra nada.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Ode ao cardio.
Cardio Ode
* Ou, despedidas.
Seu coração parou de bater?
Por mim?
Seu coração desejou, decretou,
Distancia de mim?
Seu coração levitou.
Anos. Afim.
Mas, ao fim de tantos, vinte e dois,
renasceu. Para mim.
Por acaso da sorte
Encena, réplica, ressureição.
Seu coração renasceu.
Bateu. Novamente, para mim.
Seu coração desejoso
Seu coração enganoso.
Seu coração é seu. Nunca se deu.
Não sei se algum dia me pertenceu.
Seu coração tem razão.
Seu coração tem desejos.
Seu coração tem anseios.
Que pulsam, batem. Partem, desaparecem.
Pulsa. Acorda com mesmos desejos que adormece.
Reconhece o que você mesma esquece.
Que dentro, profundo, existe, reclama, algo mais.
Pois, incontrolado, insiste, para além do jamais.
Bate em dor, vivida. própria. Nunca alheia.
Dor trazida, amarga, na alma. Incalma, cheia.
Que falsa, vagueia, pulsa e repulsa. Sempre. Por
mim.
Mas alega, contrariando o meu, decretar nosso fim.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Dor no peito. No lado direito
Direito da dor.
Lado esquerdo que indica infarto.
Dor aguda. Chata. Suportável.
Enchaquecas piores. Na memória.
Dor esperada segunda a história.
Da diagnose, medíocre e cara.
Internado. De grátis. Coisa rara.
Acostumado com a morte. Recente.
Companheira desde adolescente.
Esperada. Carinhosamente.
Dor? Temida. No peito. A despeito.
Doutora? Bebo, fumo, não cheiro.
Obeso. Ocioso. Bem educado e culto.
Cultuo a passagem. Desta para melhor.
Impossível, o pior ser pior.
Me amo. Te amo. Mas, dor? Good-bye.
Meu último desejo? An apple pie.
Enfermeiras distantes. Cobrança constante.
Largado, e ignorado em um frio congelante
Pie. Pai. Pie. Pai.
Quanta dor. Quanto abandono.
Sob tantos olhares. Com tantos cuidares.
Médicos, hospitais. Descuidos abandonares.
Vítima maior de cometidas palavras.
De vaticínios da própria lavra.
Máfia. Máfia. Máfia. De branco.
Que em empáfia o levou, num tranco.
Volto a mim. A dor me chama.
O peito inflama. De memórias.
O peito inflama. Com histórias.
Minhas. Nossas. O peito reclama.
Penso agora. E me acontecer ir embora?
Rio. Já pensei. Estou na emergencia.
Seção privilegiada. Há privilégio nesta hora?
Há querencia para não dar o fora?
A vida passa. Rápida e tranquila. Na mente.
Mas a mente dói. E corrói. O balancete.
Momentos vividos entre o barraco e o palacete.
Risos e lágrimas, na maca, exprime um demente.
Tudo claro. Mais claro que o devido.
E o dividido. Aqui ou lá ? Qual a diferença?
Aonde eu estou aonde você está?
O final do balancete apresenta um ser ferido.
Ferido de vida. De anseios. De planos e esperança.
Ferido de vida. De anseios. Implantados em criança.
Vivo. Na emergência e pleno de que entre Ir
e Vir , não há diferença. Em qualquer consciência...
Inacabado. Como Tudo...
Direito da dor.
Lado esquerdo que indica infarto.
Dor aguda. Chata. Suportável.
Enchaquecas piores. Na memória.
Dor esperada segunda a história.
Da diagnose, medíocre e cara.
Internado. De grátis. Coisa rara.
Acostumado com a morte. Recente.
Companheira desde adolescente.
Esperada. Carinhosamente.
Dor? Temida. No peito. A despeito.
Doutora? Bebo, fumo, não cheiro.
Obeso. Ocioso. Bem educado e culto.
Cultuo a passagem. Desta para melhor.
Impossível, o pior ser pior.
Me amo. Te amo. Mas, dor? Good-bye.
Meu último desejo? An apple pie.
Enfermeiras distantes. Cobrança constante.
Largado, e ignorado em um frio congelante
Pie. Pai. Pie. Pai.
Quanta dor. Quanto abandono.
Sob tantos olhares. Com tantos cuidares.
Médicos, hospitais. Descuidos abandonares.
Vítima maior de cometidas palavras.
De vaticínios da própria lavra.
Máfia. Máfia. Máfia. De branco.
Que em empáfia o levou, num tranco.
Volto a mim. A dor me chama.
O peito inflama. De memórias.
O peito inflama. Com histórias.
Minhas. Nossas. O peito reclama.
Penso agora. E me acontecer ir embora?
Rio. Já pensei. Estou na emergencia.
Seção privilegiada. Há privilégio nesta hora?
Há querencia para não dar o fora?
A vida passa. Rápida e tranquila. Na mente.
Mas a mente dói. E corrói. O balancete.
Momentos vividos entre o barraco e o palacete.
Risos e lágrimas, na maca, exprime um demente.
Tudo claro. Mais claro que o devido.
E o dividido. Aqui ou lá ? Qual a diferença?
Aonde eu estou aonde você está?
O final do balancete apresenta um ser ferido.
Ferido de vida. De anseios. De planos e esperança.
Ferido de vida. De anseios. Implantados em criança.
Vivo. Na emergência e pleno de que entre Ir
e Vir , não há diferença. Em qualquer consciência...
Inacabado. Como Tudo...
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